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Felipe Barros lança “Nem sempre é fevereiro”, do EP Fi de Ritinha, e transforma Salvador em metáfora sobre arte e identidade
O cantor, compositor e produtor musical Felipe Barros apresenta “Nem sempre é fevereiro”, single que integra o EP Fi de Ritinha e propõe uma reflexão poética sobre Salvador e, ao mesmo tempo, sobre a experiência de ser artista em um território marcado por intensa visibilidade cultural e profundas desigualdades.
Partindo da simbologia do mês de fevereiro — período em que a cidade ganha projeção internacional com o carnaval — o artista constrói uma narrativa que questiona a redução de Salvador a um recorte festivo, revelando as múltiplas camadas sociais, históricas e afetivas que atravessam o cotidiano local.
A música acompanha o percurso de um indivíduo que observa a cidade a partir de suas ladeiras e encontros, percebendo a convivência entre diferentes classes, profissões e culturas. Nesse cenário, a arte surge como caminho possível, espaço de resistência e horizonte de realização.
A canção tem uma estética sonora que dialoga com a MPB contemporânea, referências afro-atlânticas e experimentações. A obra de Felipe busca conectar tradição e contemporaneidade, reforçando sua identidade como um dos nomes emergentes da nova cena autoral brasileira.
Para o ccantor e compositor baiano, “Nem sempre é fevereiro é uma expressão do caminho dentro da cidade de Salvador. “O caminho do indivíduo, do artista; uma cidade cheia de nuances arquitetônicas e sociais. Nem sempre é fevereiro reverencia e evidencia uma cidade que respira o ano inteiro música, arte, cultura e desigualdades”, pontua.

“Em fevereiro, o mês mais rentável pra essa cidade, é uma cortina sobre uma realidade cotidiana da população e também da classe artística…Quando o indivíduo vê tudo isso, acredita ainda no sonho de se ver realizando seus sonhos… É ver o colorido colorir tudo, não só uma pequena parte, não só o seu caminho, mas tudo em volta.”
Sobre Felipe Barros
Nascido em Salvador e com raízes no Recôncavo, Felipe iniciou sua trajetória aos 13 anos e acumula mais de 300 composições, além de colaborações com artistas da nova música baiana. Sua obra transita entre poesia cotidiana, ancestralidade e experimentação, consolidando uma linguagem própria.
O lançamento chega em um momento de afirmação artística e integra o EP Fi de Ritinha, projeto que reafirma a identidade sonora do artista e amplia seu diálogo com a cena contemporânea brasileira.
“Nem sempre é fevereiro” posiciona Felipe Barros como um observador sensível do seu tempo — e como uma voz que amplia o imaginário sobre Salvador para além do cartão-postal.
Felipe Barros compartilha música, poesia e opiniões em seu Instagram @felipebarross. A canção “Nem sempre é fevereiro” está disponível nas principais plataformas digitais — Spotify, Apple Music, Deezer e YouTube Music — por meio do link oficial de streaming do lançamento https://onerpm.link/194181084543.
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